Falando sobre recordes

20 Oct

Recordes mundiais de velocidade em aeronaves são uma ciência a parte na engenharia aeronáutica. Em primeiro lugar deve-se lembrar que gastamos anos nos preparando para os recordes e segundos para executá-los. Em segundo lugar, as precisões de medição exigidas pela FAI são bem apertadas, e com o aumento da velocidade das aeronaves tem sido cada vez mais difícil conseguir sistemas de medição capazes de atender os requisitos. Finalmente, como todo jogo, existem regras a serem seguidas… mas a forma de seguí-las pode mudar, e muito, o resultado do jogo!

Para a nossa tentativa, que já vem sendo preparada a mais de 10 anos, o primeiro passo a ser dado é a definição de qual sistema de medição utilizar. Em 2005 a NAA (National Aeronautical Association), nos EUA, deram um passo importante na medição de recordes de velocidade. Neste ano, para a medição do recorde de 3km e 15km de aeronaves entre 1000kg e 1750kg, feito pelo Cmte. Jonh Parker no seu Thuder Mustang, foi utilizado pela primeira vez um sistema de GPS. Até aquele momento a alternativa mais promissora para a medição destes recordes era a utilização de câmeras de alta velocidade, posicionadas no início e no final do circuito, atrás de miras, gravando imagens sincronizadas que posteriormente eram utilizadas para medir o tempo de vôo. Este sistema, além de extremamente complicado era absurdamente caro. A utilização do sistema de GPS não era tão simples, e necessito de um intenso apoio de um dos maiores fabricantes de GPS do mundo, a NOVATEL. Hoje, 5 anos depois, a tecnologia utilizada ali já está mais acessível. Por isso, adquirimos um GPS diferencial (de outro fabricante) para tentar medir a nossa tentativa. Este GPS usa um sistema de correção diferencial autônomo (não necessita de estação de base) e por isso deve simplificar bem a nossa medição. Este GPS está sendo ligado em um CEA-FDAS-micro (o mesmo sistema que usamos no avião do Paul Bonhomme na Red Bull Air Race) para que os dados seja coletados e misturados com dados de um altimetro de precisão e de outros sensores. O problema que temos é saber se a FAI vai ou não aceitar este sistema para a medição do recorde… Para evitar qualquer tipo de problema contactamos o pessoal da NAA e os convidamos para virem ao Brasil acompanhar a nossa primeira tentativa e nos ajudar a não “comer nenhuma mosca” na hora da medição. Mr. Greenfield e Mr. Utley têm sido super atenciosos, e se tudo correr bem devemos ter um deles aqui para nos ajudar no próximo mês de dezembro.

Sobre as regras, são outros “quinhentos”… Já está tarde e eu preciso deixar assunto para amanhã…

Hoje foi dia de pegar o 308 em Juiz de Fora e trazer de volta para o CEA (problemas no reboque impediram o retorno mais cedo para casa). A máquina está nos estaleiro para novas modificações e melhorias!

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