Onde estão estes 3kts?

18 Oct

O final de semana, como previsto, aconteceu no Aeroporto Regional da Zona da Mata, entre as cidades de Goianá e Rio Novo, perto de Juiz de Fora, na Zona da Mata do Estado de Minas Gerais. Partimos de Belo Horizonte as 05:00 da manhã de sábado, eu e o Antonio Rafael, puxando o CEA-308. Paramos em Lafaiete para pegar as ferramentas e fazer manutenção no reboque. Já em Juiz de Fora, mais uma manutenção (grande) no reboque. Por fim, as 11:30 estavamos no aeroporto. Em duas horas e meia o avião estava pronto para decolar. O Gunar, que apesar de ter saido de Belo Horizonte as 07:00 chegou junto com a gente, e já ajudou a montar o avião. Fizemos o primeiro vôo com a hélice que voamos no ano passado, quando estavamos alcançando cerca de 160 kts IAS.

A surpresa neste vôo foi que não conseguiamos passar de 150kts IAS. Apesar de todas as modificações no avião (polainas mais fechadas, canos de descarga mais alinhados com a aeronave, e melhorias no sistema de refrigeração) não conseguimos aumentar nossa velocidade, pelo contrário, pioramos… Foi meio decepcionante, mas de tudo, ao menos, tinhamos a boa notícia que o motor estava agora bastante frio, fruto do sucesso das modificações no sistema de refrigeração. A refrigeração ficou tão boa que começamos, vôo após vôo, a reduzir as entradas de ar, equalizar as temperaturas dos cilindros, e reduzir um pouco mais o arrasto. Nos ultimos vôos, já com a hélice do Graig Catto, alcançamos cerca de 157kts IAS, o que nos dá cerca de 165kts de velocidade em relação ao solo (306 km/h) nivelados – valor que é suficiente para quebrar o atual recorde em em quase 5%). De uma forma, os ensaios foram um sucesso, cinco vôos, melhor controle da temperatura, redução das entradas de ar, flight data recorder com GPS diferencial funcionando… mas estes knots a menos estão sendo difícieis de digerir. Uma coisa que precisamos investigar nos próximos dias é sobre a condição de potência plena de nosso motor. Ele não tem indicação nenhuma de falha, mas não temos a mesma indicação de rotação estática com a hélice antiga, e isto pode indicar algum problema em alta rotação. Notamos que temos um cilindro mais rico que os demais e esta pode ser a cauda destes problemas. Os próximos passos serão voltados a melhorar esta condição, mas isto só depois que conseguirmos um bom reboque para trazer o avião de volta, já que ele teve que ficar no aeroporto, tendo em vista a péssima qualidade do nosso reboque. Espero que quarta-feira o avião esteja de volta…

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